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Página de Rascunho

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“Com o desenvolvimento das tecnologias da informação e comunicação, o processo de ensino-aprendizagem se expandiu de forma considerável. Porém, ensinar e aprender através das mesmas não é tarefa fácil! Ao nos dispormos para um trabalho de escrita colaborativa ou qualquer outra atividade mediada por tecnologias precisamos estar preparados para o trabalho que isso envolve” (ALBERTI, 2007, p. 8).
O desenvolvimento tecnológico atinge todas as pessoas de diferentes classes sociais, idades e gêneros. Para agir e interagir neste mundo da informação precisamos saber utilizar estas tecnologias e dentre elas, aparece em evidência o uso do computador que atualmente influencia a escola em todos seus setores. “Se por um lado, alguns professores têm encontrado dificuldades para utilizar a tecnologia disponível na escola, por outro lado, está existindo nas escolas, com maior freqüência, uma pré-disposição dos/as alunos/as em ter acesso a esses aparatos tecnológicos” (HIDALGO, 2007, p.166).
Em estudo realizado por Hidalgo (2007): “Os relatos revelam que há um processo de mudança cultural, e podemos dizer que, também na geração com mais idade. Ao que tudo indica esse fato pode ser atribuído às tecnologias presentes no dia-a-dia que têm, de certa forma, obrigado às pessoas a conviver com elas, seja no caixa eletrônico ou na leitora de preços do supermercado” (p.167).
Neste contexto aparece a EJA (Educação de Jovens e Adultos) que por suas características permite (...) “esse continuar, o atualizar-se, o inserir-se na sociedade como cidadão/a ativo/a e participante. O resultado é uma complementação da oportunidade de aprendizagem, algo que desafia o que já é sabido e que instiga à superação deste” (HIDALGO, 2007, p.169).
Conforme relato da professora A entrevistada para nosso projeto temático: "As pessoas com mais idade ou as que pararam de estudar por um bom tempo, no início relutam para entrar em contato com as ferramentas da Tecnologia. Acreditam não serem capazes  de  utilizá-las".
Através de sua pesquisa Hidalgo (2007) apresenta o computador como um “artefato tecnológico” mais referenciado em suas entrevistas. Os alunos e alunas destacam que a escola representa em suas vidas a “esperança de mudar sua condição socioeconômica, quando estabelecem uma relação direta entre informática, estudo, qualificação e trabalho” (p.173).
Assim a educação tecnológica significa para estas pessoas a melhor alternativa de acesso aos benefícios trazidos pelo seu uso. “Ao que tudo indica os alunos e as alunas da EJA estão sentindo a necessidade de ter acesso a estes benefícios” (HIDALGO, 2007, p.174).
Falando um pouco da Inclusão Digital , percebe-se que este termo já se tornou um jargão, no mundo inteiro em todos os setores a inclusão se faz necessária já que segundo Rebêlo" inclusão digital significa, antes de tudo, melhorar as condições de vida de uma determinada região ou comunidade com ajuda da tecnologia. A expressão nasceu do termo “digital divide”, que em inglês significa algo como “divisória digital”. Hoje, a depender do contexto, é comum ler expressões similares como democratização da informação, universalização da tecnologia e outras variantes parecidas e politicamente corretas." (PAULO REBÊLO).
Inclusão Digital não á apenas largar o computador nas escolas e colocar os mesmos na frente de um alunos ensinar a ligar e a usar o Windows, é preciso pensar na formação de professores para preparar estes alunos para utilizar o conhecimento necessário para o melhor uso da tecnologia possível nas diversas áreas de sua vida profissional e pessoal.
Desde a década de 90, muitos debates foram feitos por acadêmicos, mas muito pouco mudou em relação a inclusão digital nos países mais pobres.
Muitos são os países no mundo que tentam fazer a inclusão digital, porém muitos são os fatores sociais e econômicos que dificultam o sucesso de projetos que são desenvolvidos para que a tecnologia seja realidade na vida da população mais carente.
 

 

Referências

 

ALBERTI, Taís; MENDES, Carolina Carrion;MIRANDA, Renata Polisemi; MORAES, Rosária Lanziotti; Moraes. BEHAR, Patricia; MILLAN, Gerson Luiz. Texto Coletivo: Possibilidades e Limites no Processo de Ensino-Aprendizagem a Distância. Dezembro/2007 - Vol.5 Nº2 - X Ciclo de Palestras Novas Tecnologias na Educação. CINTED – Centro Interdisciplinar de novas tecnologias na Educação.

ALVES, Evandro. Práticas de escrita e tecnologias digitais na educação de jovens e adultos: novelas a paralelas. Programa de Pós-graduação em Educação (CAPES). Tese de Doutorado. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2006.

HIDALGO, Sivonei Karpinski. A Educação de Jovens e Adultos no município de Curitiba sob a ótica de gênero e tecnologia.  

Programade Pós-Graduação em Tecnologia da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (CAPES), Dissertação de Mestrado, Curitiba, 2007.

REBÊLO, Paulo, Inclusão Digital, Webinsider, Maio/2005.

 

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