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TEXTO FINAL

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                                                    TECNOLOGIA NA VIDA ADULTA
 
                                                                          
     Quando falamos sobre tecnologia a primeira imagem que nos vem a mente é a de um computador e seus componentes, mas é preciso pensar sobre a Evolução Tecnológica e sua História.
     Em estudo realizado por Hidalgo (2007): “Os relatos revelam que há um processo de mudança cultural, e podemos dizer que, também na geração com mais idade. Ao que tudo indica esse fato pode ser atribuído às tecnologias presentes no dia-a-dia que têm, de certa forma, obrigado às pessoas a conviver com elas, seja no caixa eletrônico ou na leitora de preços do supermercado” (p.167).
     Desde a década de 90, muitos debates foram feitos por acadêmicos, mas muito pouco mudou em relação a inclusão digital nos países mais pobres.
     Muitos são os países no mundo que tentam fazer a inclusão digital, porém muitos são os fatores sociais e econômicos que dificultam o sucesso de projetos que são desenvolvidos para que a tecnologia seja realidade na vida da população mais carente.
     O desenvolvimento tecnológico atinge todas as pessoas de diferentes classes sociais, idades e gêneros. Para agir e interagir neste mundo da informação precisamos saber utilizar estas tecnologias e dentre elas, aparece em evidência o uso do computador que atualmente influencia a escola em todos seus setores. “Se por um lado, alguns professores têm encontrado dificuldades para utilizar a tecnologia disponível na escola, por outro lado, está existindo nas escolas, com maior freqüência, uma pré-disposição dos/as alunos/as em ter acesso a esses aparatos tecnológicos” (HIDALGO, 2007, p.166).
     Falando um pouco da Inclusão Digital , conforme Paulo Rabêlo este termo já se tornou um jargão, no mundo inteiro em todos os setores a inclusão se faz necessária, porém é preciso ter cuidado pois "inclusão digital significa, antes de tudo, melhorar as condições de vida de uma determinada região ou comunidade com ajuda da tecnologia. A expressão nasceu do termo “digital divide”, que em inglês significa algo como “divisória digital”. Hoje, a depender do contexto, é comum ler expressões similares como democratização da informação, universalização da tecnologia e outras variantes parecidas e politicamente corretas" (REBÊLO, 2005). Inclusão Digital não é apenas equipar a escola com computadores e simplesmente colocar os alunos e alunas na Sala de Informática e ensinar a ligar e usar o Windows para digitar textos. É preciso pensar na formação de professores para preparar estes alunos na utilização deste conhecimento para melhorar sua qualidade de vida, fazer uso deste saber na sua vida profissional e pessoal.
      “Com o desenvolvimento das tecnologias da informação e comunicação, o processo de ensino-aprendizagem se expandiu de forma considerável. Porém, ensinar e aprender através das mesmas não é tarefa fácil! Ao nos dispormos para um trabalho de escrita colaborativa ou qualquer outra atividade mediada por tecnologias precisamos estar preparados para o trabalho que isso envolve” (ALBERTI, 2007, p. 8).
      Neste contexto aparece a EJA (Educação de Jovens e Adultos) que por suas características permite (...) “esse continuar, o atualizar-se, o inserir-se na sociedade como cidadão/a ativo/a e participante. O resultado é uma complementação da oportunidade de aprendizagem, algo que desafia o que já é sabido e que instiga à superação deste” (HIDALGO, 2007, p.169).
      A relação proposta em algumas escolas entre Educação e Tecnologias oportuniza aos alunos da modalidade EJA (Educação de Jovens e Adultos) a vivência de experiências suprimidas ao longo de sua trajetória escolar. Estes sujeitos são, na maioria das vezes, escondidos, discriminados e excluídos da participação na sociedade.
     Assim a educação tecnológica significa para estas pessoas a melhor alternativa de acesso aos benefícios trazidos pelo seu uso. “Ao que tudo indica os alunos e as alunas da EJA estão sentindo a necessidade de ter acesso a estes benefícios” (HIDALGO, 2007, p.174).
     Através das entrevistas realizadas com professoras da EJA observamos que o uso das ferramentas tecnológicas contribui para no desenvolvimento de habilidades e aprendizagens que no sistema tradicional não eram trabalhadas. Para professora ROSA é mais difícil ensinar um adulto a trabalhar com o computador: “Inicialmente a maioria tinha dificuldades de manusear o computador, tinham medo de estragar, eram inseguros, achavam que não eram capazes de aprender a usar as ferramentas da Tecnologia. Acreditavam não serem capazes  de utilizá-las. Com a ajuda da monitora foram perdendo o medo e hoje em dia, antes de ir para o LA, organizo com os alunos que tipo de atividade faremos. Após a atividade retornamos para sala de aula e realizamos uma avaliação do trabalho”.
     Mas também é preciso relatar que durante as primeiras aulas no PEAD (Curso de Pedagogia à distância) tínhamos grande dificuldade para aprender a lidar com as novidades, e-mail, chat, BLOG, Wiki e ROODA, inúmeras vezes precisamos da ajuda das professoras e tutoras. Atualmente, a maioria de nós não consegue desconectar-se da internet, virou um hábito, revisar a caixa de entrada do e-mail, dar uma passadinha nos BLOGS ou mandar uma mensagem para as amigas. Enfim, estamos utilizando as tecnologias para nossa comunicação e interação. Este projeto e suas etapas de desenvolvimento são um exemplo, da importância da colaboração, cooperação e integração de todas as integrantes do grupo. A aprendizagem mediada por Tecnologias implica a disposição ao diálogo e estar abertos a novas aprendizagens que envolvam a negociação e as trocas, e assim deixando de lado a prática individualista costumeira.  
   

 

 

 

 

 

 Referências

 

ALBERTI, Taís; MENDES, Carolina Carrion;MIRANDA, Renata Polisemi; MORAES, Rosária Lanziotti; Moraes. BEHAR, Patricia; MILLAN, Gerson Luiz. Texto Coletivo: Possibilidades e Limites no Processo de Ensino-Aprendizagem a Distância. Dezembro/2007 - Vol.5 Nº2 - X Ciclo de Palestras Novas Tecnologias na Educação. CINTED – Centro Interdisciplinar de novas tecnologias na Educação.

ALVES, Evandro. Práticas de escrita e tecnologias digitais na educação de jovens e adultos: novelas a paralelas. Programa de Pós-graduação em Educação (CAPES). Tese de Doutorado. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2006.

HIDALGO, Sivonei Karpinski. A Educação de Jovens e Adultos no município de Curitiba sob a ótica de gênero e tecnologia.  

Programade Pós-Graduação em Tecnologia da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (CAPES), Dissertação de Mestrado, Curitiba, 2007.

REBÊLO, Paulo, Inclusão Digital, Webinsider, Maio/2005.

 

"A educação de jovens e adultos e a inclusão digital: os efeitos da inclusão digital sobre os egressos", disponível em http://www.fevale.edu.br/seminario/cd/files/pdf/2787.pdf  

 

A inclusão digital da população idosa.Profa. Dra. Vitória Kachar

http://telecentros.saci.org.br/telecentros/?IZUMI_SECAO=102&IZUMI_IDIOMA=pt-br&modulo=telecentro¶metro=10148

 

 

A Tecnologia na vida adulta _ Pesquisa do Goolge.

 

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1517-97022004000200002&script=sci_arttext&tlng=es

 

 

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