ORIGEM DA PALAVRA PÂNICO
A palavra pânico é originária do grego e sinifica "panikon" susto ou pavor repetitivo.
Antigamente, a síndrome do pânico era chamada de neurastenia cardiocirculatória, também denominada por Freud de neurose ansiosa como foi chamada até 1980. Atualmente, foi subdividida em Doença do Pânico e Transtorno da Ansiedade Aguda, sendo que a primeira é motivada por fatores externos à pessoa, enquanto que a segunda, frequentemente, há ausência de fatores externos,sendo que o problema reside no interior da pessoa, contudo, em ambas ,as desordens psíquicas são acompanhadas de grande estímulo do sistema nervoso e um quadro de manifestaçoes físicas.
A Doença do Pânico ou Síndrome do Pânico é considerada atualmente como uma doença da "modernidade" devido ao stress do cotidiano.
http://www.brasilescola.com/psicologia/transtorno-panico.htm
A pessoa acometida por uma crise de Pânico se vê numa situação limite e dramática, pois perde a racionalidade e é invadida por fortes sensações de angústia e medo.
Na Síndrome do Pânico não há fatores desencadeantes aparentes, a principal característica é o medo muito grande que vem acompanhado de irracionalidade.
A vida das pessoas que sofrem desse mal, vai sofrendo limitaçoes, chegandoa ter dificuldades de dirigir a própria vida, as dificuldades vão aumentando gradativamente até a pessoa se sentir completamente incompetente e impotente.
Devido a falta de informações e tratamentos adequados, muitas pessoas que sofrem desse mal, buscam alívio no álcool e nas drogas.
http://www.cerebromente.org.br/n12/doencas/panico.htm
Transtorno de pânico (ansiedade paroxística episódica)
Os aspectos essenciais são ataques recorrentes de ansiedade grave (pânico), os quais não estão restritos a qualquer situação ou conjunto de circunstâncias em particular e que são, portanto, imprevisíveis. Assim como em outros transtornos de ansiedade, os sintomas dominantes variam de pessoas para pessoa, porém início súbito de palpitações, dor no peito, sensações de choque, tontura e sentimentos de irrealidade ( despersonalização ou desrealização) são comuns. Quase invariavelmente há também um medo secundário de morrer, perder o controle ou ficar louco. Os ataques individuais usualmente duram apenas minutos, ainda que às vezes sejam mais prolongados; sua freqüência e o curso do transtorno são, ambos, muito variáveis. Um indivíduo em um ataque de pânico freqüentemente experimenta um crescendo de medo e sintomas autonômicos, o qual resulta em uma saída, usualmente apressada, de onde quer que ele esteja. Se isso ocorre numa situação específica, tal como em um ônibus ou em uma multidão, o paciente pode subseqüentemente evitar aquela situação. De modo similar, ataques de pânico constantes e imprevisíveis produzem medo de ficar sozinho ou ir a lugares públicos. Um ataque de pânico com freqüência é seguido por um medo persistente de ter outro ataque.
Diretrizes diagnósticas
Nesta classificação, um ataque de pânico que ocorre em uma situação fóbica estabelecida é considerado como uma expressão da gravidade da fobia, à qual deve ser precedência diagnóstica.
Para um diagnóstico definitivo, vários ataques graves de ansiedade autonômica devem ter ocorrido num período de cerca de 1 mês:
a) em circunstâncias onde não há perigo objetivo;
b) sem estarem confinados a situações conhecidas ou previsíveis e
c) com relativa liberdade de sintomas ansiosos entre os ataques (ainda que ansiedade antecipatória seja comum).
Inclui: ataque de pânico e estado de pânico
Diagnóstico diferencial:
Transtorno de pânico deve ser distinguido de ataques de pânico ocorrendo como parte de transtornos fóbicos estabelecidos, como já ressaltado. Ataques de pânico podem ser secundários a transtornos depressivos, particularmente em homens, se os critérios para um transtorno depressivo são preenchidos ao mesmo tempo, o transtorno de pânico não deve ser firmado como o diagnóstico principal.
CID 10 – transtornos mentais e de comportamento
SINTOMAS
Quando começa uma crise, a pessoa, em questão de segundos pode apresentar alguns sintomas como:
- taquicardia;
- boca seca;
- tromores;
- mal-estar na barriga ou no peito;
- tonturas;
- sufocamento;
- contração/tensão muscular;
- rijeza;
- náuseas;
- calafrios;
- sensação de "estar sonhando";
- terror;
- suor intenso;
- medo de morrer;
- vertigens;
- outros.
PROVÁVEIS CAUSAS
Segundo especialista, na Síndrome do Pânico, não existe um "objeto" que desencadeie o medo intenso, mas o paciente pode associar uma situação específica que lhe provoque grande ansiedade, culminando em uma crise. O mais cvomum é que comece do nada, provavelmente devido a uma sobrecarga hormonal acumuladadevido ao estresse emocional. O Transtorno pode ocorrer de várias formas, dependendo das características individuais e como as pessoas reagem em determinadas situações. Há grau leve, moderado e grave, de acordo com a intensidade dos sintomas. O transtorno é mais frequente nas mulheres e o comum é que se dê na idade adulta. O pânico é um medo subjetivo, não conhecemos o objeto que o provoca, ao contrário de outras fobias que a pessoa conhece o que a assusta. É comum a pessoa sentir medo de suas própias crises, alguns pensam que vão morrer, pois ficam traumatizados e começam a evitar pessoas, lugares e algumas situações.
Fonte: Revista Plenitude, 2008
FATOR GENÉTICO E A SÍNDROME DO PÂNICO
Segundo pesquisadores, a mutação genética pode estar entre uma das causas da doença. A constatação dos pesquisadores é resultado de estudos em famílias com histórico de problemas como distúrbio ligado ao pânico e a fobias sociais.
A grande maioria das famílias estudadas, em torno de 90% apresentam anomalia genética, porém, os cientistas ressaltam que nem todos que tem anomalias genéticas sofrem de distúrbios ligados à ansiedade, como também há pessoas com a doença mesmo sem ter histórico familiar do distúrbio. Ainda, segundo os pesquisadores, há casos de ataques do pânico provocados pelo uso errado de remédios.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2001/010823_panico.shtml
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2001/010823_panico.shtml
De acordo com Bernard Rangé, doutor em Psicologia e professor de Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) a faixa etária mais atingida pela síndrome do pãnico é a que está entre 18 e 30 anos, período de intensas mudanças na vida da pessoa.
"Segundo estatísticas Norte-Americanas há mais mulheres que homens sujeitos ao Pãnico, na proporção de duas para cada um"
DEPOIMENTO 1
“Eu estava com cerca de 40 anos quando comecei a ter sintomas estranhos. Parecia que os carros passavam mais depressa na rua, me assustava com facilidade... fui ficando como num estado de slow motion. Um dia estava no trabalho e senti um pavor repentino, pedi ajuda a uma colega e fui direto para casa. Cada vez menos quis sair de casa. Era como estar num filme de ‘Sexta-feira 13’, sem saber de onde viria o próximo susto. Consultei uma neurologista e ela me disse que meus sintomas eram de síndrome do pânico. Eu nunca tinha ouvido falar nisso e nem ido a um psiquiatra. Mas foi para quem ela me encaminhou. O psiquiatra me explicou que nosso cérebro tem, entre tantas funções, a de alarme e dispara quando há perigo real. No caso da síndrome, este alarme fica ‘com defeito’, dispara sem quê nem porquê, nos colocando num constante estado de alerta. Indicou-me remédios e aconselhou uma psicoterapia.. Entrei de licença médica no trabalho por mais de um ano. O tratamento, também com remédios, durou uns dois anos. Engordei muito, porque colocava minha ansiedade na comida e, também, alguns antidepressivos facilitam o ganho de peso. Mas o tratamento me fez dispensar mais tempo comigo mesma, passei a dar valor à qualidade de vida, coisa que antes não me preocupava. Aprendi que temos limites e é sábio respeitá-los. Acredito que remédio, psicoterapia e espiritualidade foram a solução para o meu caso. Hoje não tomo remédios, mas fico atenta, pois as recaídas são comuns. De fato, tive uma recaída, mas bem menos aguda e aqui estou, firme e forte.
(Derly, 48 anos, funcionária pública)
http://revistavivasaude.uol.com.br/Edicoes/55/artigo65656-1.asp
DEPOIMENTO 2
"Achei que enfartaria"
"No meu caso, Síndrome de Pânico é um sintoma agudo do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). A primeira crise aconteceu em um shopping. Como sou asmático ahei que se tratava de uma crise de asma anormalmente grave. Eu estava sem minha bombinha, tive um broncoespasmo, suor frio, taquicardia e desmaiei após me deitar em um banco. O segurança me reanimou e a meu pedido foi à farmácia e comprou a bomba, e eu me recuperei.
Passado algum tempo, eu estava novamente em um shopping, quando tive o que, para mim, pareceu ser um enfarto. Fiquei sentado, sem perder a consciência, sentindo medo intenso (do ataque), até que me recuperei. Fui ao cardiologista e ele descartou a possibilidade de ter sido um ataque cardíaco.
Antes da primeira crise, eu já fora diagnosticado como portador de ansiedade. Então, procurei logo meu psiquiatra, que disse que aquelas minhas crises poderiam ser ataque se pânico desencadeados pela ansiedade crônica.
Após perceber que eu não morreria (já que não se tratava de ataque cardíaco ou asma) aprendi que é só procurar relaxar e esperar, que os sintomas, depois , desaparecem. Mas não é fácil. Hoje, raramente chego a ter um ataque desses, e quando tenho são, apesar de desagradáveis, mais "brandos".
Também antes das crises de pânico, já tinha em algumas ocasiões a "sensação de desastre iminente" (inerente à TAG), que aliás, é extremamente angustiante, pois não existe um objeto para tal medo. Parece um pressentimento que algo de ruim está para acontecer com uma pessoa querida. Antigamente, quando ocorria, eu costumava passar o dia no telefone, ligando para todo mundo para sabewr se tudo estava bem e deixando todos preocupados. Hoje faço o que é melhor nesses casos: isolar, e se possível, dormir"
(P.H.C., 50 anos, aposentado)
Segundo Freud, em sua obra "A Neurasntenia e a Neurose de Angustia" escrita em 1895, nesta época, segundo ele, a angústia era resultado do excesso de energia sexual não satisfeita que era somatizada em forma de doença.
http://www.psicoterapia.psc.br/scarpato/t_pan.html
http://alissonsc.wordpress.com/2007/09/14/sidrome-do-panico/
http://www.mgriesi.com.br/mgriesi/art_panico.html
TRATAMENTO
Quanto mais preciso o diagnóstico e mais precoce o início do tratamento, maior as chances de reversão do quadro.
A associação de medicamentos e psicoterapia são usados para o tratamento da Síndrome do Pânico, mas pode ser utilizado apenas um deles. Se a pessoa tem apenas ataques de pânico, sem outros distúrbios associados pode utilizar apenas de uso de medicação ou alguma técnica de terapia. Mas quando o pânico e a fobia estão presentes o tratamento combinado pode ser a melhor escolha.
A melhora costuma ocorrer entre 2 a 4 semans, mas alterações biológicas demoram meses para sumir. Se o tratamento for interrompido nos primeiros sinais de melhora, os pacientes sofrem recaídas entre 4 a 6 semanas. Se a Síndrome do Pânico não for tratada pode ter complicações sérias, entre elas, depressão, outros transtornos de ansiedade, abuso do álcool e/ou sedativos, perdas profissionais, sociais e desgate nas relações familiares.
Fonte: Revista Plenitude, 2008
TRATAMENTIO E A GENÈTICA
Pesquisadores estão direcionando suas pesquisas na identificação dos genes responsáveis pela doença para, posteriormente, desenvolver remédios para equilibrar a ação dos genes .
Segundo novas descobertas dos cientistas, anomalias genéticas podem mudar de geração para geração. Conforme estes cientista, esta é uma descoberta significativa já que se trata de algo novo relacionado à doença.
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